Caminhos da Biotecnologia: Andreia Cruz, Gestora Sénior de I&D/Inovação na Oceano Fresco

Andreia Cruz, Gestora Sénior de I&D/Inovação na Oceano Fresco, explica como, desde a fundação da empresa, tem conduzido a inovação na aquacultura de bivalves: melhora das espécies, otimização de processos e desenvolvimento do produto final. Neste destaque, traça o caminho desde a investigação em bactérias marinhas até à gestão de projetos que garantem a sustentabilidade da empresa, e revela também o que a move na empresa.

Qual a sua função na empresa?

Estou na Oceano Fresco desde a sua fundação e atualmente sou gestora sénior de I&D/Inovação.

As minhas funções envolvem a gestão das atividades de investigação e desenvolvimento ao longo de toda a cadeia de valor, desde o melhoramento de espécies de bivalves, até à otimização dos processos de produção e ao desenvolvimento do produto para o consumidor final.

Também sou responsável por gerir colaborações externas, incluindo parcerias com institutos de investigação, empresas e entidades públicas. Além disso, coordeno candidaturas e a execução de projetos financiados, fundamentais para impulsionar a inovação na empresa.

Como se interessou por esta área?

Durante o meu percurso académico, dediquei-me à Biologia Molecular e Genética, estudando bactérias marinhas capazes de resistir e/ou degradar compostos poluentes, que afetam diferentes organismos, incluindo bivalves. O interesse específico pela aquacultura de bivalves surgiu mais tarde e foi crescendo com o meu trabalho e aprendizagem na Oceano Fresco.

Um desafio que a empresa enfrentou e como contribuiu para o resolver?

Sendo a Oceano Fresco uma empresa pioneira na área da aquacultura de bivalves a nível mundial, tem enfrentado alguns desafios relacionados com o financiamento, especialmente por ainda não termos um volume de vendas significativo.

Assim, sinto que o meu trabalho no departamento de I&D, no estabelecimento de boas e duradouras parcerias e a preparação e gestão das candidaturas a projetos de financiamento, têm contribuído para assegurar o crescimento sustentável da empresa ao longo do tempo.

O que a move na Oceano Fresco?

O que mais me motiva é a oportunidade de aprender e crescer constantemente, enquanto aliamos a ciência e inovação para produzir uma fonte de proteína saudável de forma sustentável.

Além disso, movem-me sobretudo as pessoas com quem trabalho no meu dia-a-dia. Ver uma ideia nascer do zero e perceber juntos que estamos a evoluir para algo com impacto global é muito gratificante.

Se não tivesse seguido esta área, que outra teria seguido?

Sempre fui fascinada pela vida em todas as suas formas, especialmente pelas interações humanas e pelos processos que influenciam decisões, emoções e comportamentos. Por isso, provavelmente teria seguido uma carreira ligada ao bem-estar humano, como a Psicologia ou outras áreas voltadas para o desenvolvimento pessoal. Atualmente, na Oceano Fresco, sinto que também contribuo nesse sentido, ao trabalhar de forma colaborativa com toda a equipa.

Este artigo faz parte da celebração dos 25 Anos da P-BIO.
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P-BIO

15 de dezembro de 2025

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