Análise do Setor Nacional

Pontos Fortes
  • Índices de geração de conhecimento científico, em projetos e instituições de investigação, tendo conseguido alcançar indicadores em I&D na área que colocam o país entre os melhores países da Europa;
  •  Transversalidade de ciências relacionadas com este setor – biologia, engenharia e química;
  •  Surgimento de uma dinâmica de desenvolvimento de saber, criação de valor e criação de empresas de base tecnológica alavancadas por infra-estruturas como o Biocant Park;
  • 7 Centros de Investigação reconhecidos pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia como Muito Bons ou Excelentes que incorporam mais 140 Doutorados;
  • A percentagem de publicações em revistas científicas internacionais em Biotecnologia face ao número de publicações totais é ligeiramente superior à média Europeia;
  •  O número de patentes ligadas à Biotecnologia tem vindo a aumentar exponencialmente, representando estas cerca de 10% de todas as patentes internacionais submetidas por inventores portugueses, uma percentagem que representa quase o dobro da média da União Europeia e da OCDE;
  •  Em Portugal, mais de 10% dos recursos humanos das empresas de biotecnologia possuem doutoramento e mais de 70% possuem Licenciatura ou Mestrado;
  •  Surgimento de novas dinâmicas coletivas como o projeto Bioemprende direcionado para o desenvolvimento de novas oportunidades de negócios no campo da biotecnologia através da exploração do potencial e das sinergias da Euro-região do Norte de Portugal;
  • Criação no Biocant Park do Biocant Ventures (que tem como intuito validar e testar novos conceitos e ideias de negócio nas fases iniciais na área da biotecnologia), e do Centro de Ciência Júnior (conceito inovador entre os centros e museus de ciência, com um espaço laboratorial modular, adaptável a várias tipologias, com o objetivo da formação diferenciada para cada ciclo de ensino);
  •  Enorme potencial de desenvolvimento de aplicação na área da saúde.
Oportunidades
  • Reconhecimento internacional da capacidade de I&D das entidades nacionais;
  • A crescente onda de desenvolvimento da fusão das ciências da vida com IT, permite a criação de oportunidades tangíveis para Portugal que até aqui dificilmente seriam de pensar;
  • Reconhecimento formal de Estratégias de Eficiência Coletiva em áreas que prevêem o desenvolvimento de aplicações avançadas no domínio da biotecnologia, alavancando assim o surgimento de nova dinâmica nesta área: Ex: Pólo de Competitividade da Saúde.
Pontos Fracos
  • Reduzida visibilidade internacional (ainda) do setor, enquanto setor capaz de gerar sinergias e oferecer produtos e serviços avançados;
  • Escassez de casos de sucesso para a criação de uma dinâmica positiva quer em Portugal, com investidores privados ou do estado, quer internacionalmente;
  • Ausência de uma efetiva congregação e partilha de conhecimento entre os diversos atores;
  • Multiplicação de dinâmicas locais muitas vezes sem a necessária articulação e complementaridade que permita rentabilizar os esforços desenvolvidos;
  • Ausência de uma efetiva transferência de conhecimento e utilização do mesmo na criação de valor e fortalecimento do tecido económico.
Ameaças
  •  Elevada competitividade à escala global, num mercado onde o valor acrescentado é cada vez mais conseguido pela incorporação de conhecimento e aceleração dos ciclos de desenvolvimento de novos produtos/serviços, pela implementação de filosofias de “open innovation”;
  • Grande desenvolvimento da biotecnologia em outros pontos do globo, com a consequente atração de especialistas para esses territórios, dificultando a criação de massa crítica no território nacional.
  • Dificuldade de financiamento das novas ideias de negócio ou o desenvolvimento das existentes, não só pela falta de instrumentos, mas em boa parte pela sua carga burocrática e pela falta de dimensão do mercado dificultando aos investidores a aposta num determinado projecto – necessidade de projecção internacional.
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